Installing Pronterface on Ubuntu and the error: Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’

Hello, people! Installing PRONTERFACE on my machine, when I tried to run it, I got the error Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’. So I’ve created my workaround 😀 I decided to write a small step-by-step to explain how to install this software through the available repository and also solve this error. Let’s go. Open a terminal, and get it done:

sudo apt-get install python python-serial python-wxgtk2.8 python-tk
sudo apt-add-repository ppa:richi-paraeasy/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install pronterface skeinforge

After running these commands, you’re going to have Pronterface installed. Open the terminal again e try to execute the command “$ pronterface” (whithout the $). You’ll probably get the following error:

OSError: [Errno 20] Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’

Ok. Once this happened, let’s go to the next steps. You will edit the files pronterface.py and pronsole.py. You’ll find them at the directory /usr/share/printrun/.

Open each file, as a superuser, with your favorite text editor (like Vim).

If you use gedit, as a text editor, you can execute:

sudo gedit /usr/share/printrun/pronterface.py

Inside the file, look for this line (it should be next to 24):

os.chdir(os.path.realpath(__file__))

And replace for this one:

os.chdir(os.path.realpath(‘./’))

Save and close the file. Next, open the second file:

sudo gedit /usr/share/printrun/pronsole.py

And make the same change in the same line (it should be next to 30, on this file). Then, save and close the file. You have to make this change in both pronterface.py e pronsole.py. Actually, all you are going to do is replace  __file__  for ‘./’  on these lines.

Once you’ve done that, you can run pronterface:

pronterface

If necessary, as superuser:

sudo pronterface

And happy printing!  😀

pronter

 

[RESOLVIDO] Instalando o Pronterface no Ubuntu para a RepRap e o erro Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’

Salve, pessoal! Instalando o programa PRONTERFACE aqui na minha máquina, deparei com o erro Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’. Criei o meu workaround 😀 Resolvi fazer um tutorialzinho para explicar como instalar esse programa através do repositório disponível e já resolver esse erro. Vamos lá. Abra um terminal e mande brasa:

sudo apt-get install python python-serial python-wxgtk2.8 python-tk
sudo apt-add-repository ppa:richi-paraeasy/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install pronterface skeinforge

Depois de executar esses comandos, você vai ter o pronterface instalado. Abra um terminal e tente executar o comando “$ pronterface”. Você provavelmente vai receber o seguinte erro como resposta:

OSError: [Errno 20] Not a directory: ‘/usr/share/printrun/pronterface.py’

Certo. Verificado que está acontecendo este erro, faça o seguinte. Você vai precisar editar os arquivos pronterface.py e pronsole.py. Você irá encontrá-los no diretório /usr/share/printrun/

Abra um arquivo de cada vez, com permissões de superusuário, em seu editor de textos favorito (eu uso o Vim).

Se você usar gedit, como editor de texto, pode executar:

sudo gedit /usr/share/printrun/pronterface.py

Dentro do arquivo, procure a seguinte linha (deve estar próxima à linha 24):

os.chdir(os.path.realpath(__file__))

E substitua por essa outra:

os.chdir(os.path.realpath(‘./’))

Salve e feche o arquivo. Na sequência, abra o próximo:

sudo gedit /usr/share/printrun/pronsole.py

E faça a mesma modificação (deve estar próxima à linha 30). Depois, salve e feche o arquivo. Faça as mundanças na linha referida em cada um dos arquivos pronterface.py e pronsole.py. Na realidade você só vai precisar substituir  __file__  por ‘./’ nessas linhas.

Feito isto, execute o pronterface no terminal:

pronterface

Se for necessário, como superusuário:

sudo pronterface

E boas impressões! 😀

pronter

Venda casada – Art. 39, inciso I do CDC – Direito do Consumidor

Pessoal! Um problema muito corriqueiro no comércio é a tal venda casada. O que é isso? É quando você é obrigado a comprar um produto, para poder comprar outro, ou para aproveitar determinada promoção de outro produto. Exemplos? Em financiamentos, quando você é obrigado a contratar um seguro junto com o financiamento… um dos exemplos mais comuns. Uma amiga me contou que, quando foi comprar um celular, estava sendo obrigada a ativar o chip que era supostamente “grátis” para poder comprar o aparelho na promoção. Conhecedora do Direito, pediu gentilmente que o funcionário da loja depositasse o chip no cesto de lixo.

Na internet é possível encontrar uma série de exemplos desse tipo de violação do direito do consumidor. Veja aqui uma listinha de exemplos práticos: http://goo.gl/XbvfOa

Se tiver interesse em se aprofundar mais, leia este artigo: http://goo.gl/FNNNG3

Acesso a porta paralela programando em C no Linux

[Repostagem de um post publicado em 2006 (velho, né?) e, por motivos inescusos, excluído do blog. Finalmente, aí está de volta.]
ATENÇÃO:
Não me responsabilizo por qualquer dano que você possa causar no seu computador por seguir as instruções deste texto. Você é inteiramente responsável por tudo o que você fizer, mesmo que seja exatamente como eu disser aqui. Você tem o direito de copiar, distribuir, vender (apesar que eu achar meio brabo alguém querer comprar :)) e alterar este texto, desde que não tome os créditos para você e assine as alterações antes de redistribuir.
Pequena explanação sobre a porta paralela (importante!!!)…

Para acessar a porta paralela (mudar os níveis lógicos dos bits de saída e ler os de entrada) em sistemas Linux é necessário que o programa tenha permissões especiais, e o usuário que vai executar o programa deve ser superusuário (sudo, root, algo do gênero… não entendo muito).

A porta paralela é dividida em:

– Quatro bits de controle(saída);

– Oito bit (um byte) de dados (saída)*;

– Cinco bits de status (entrada);

Cada divisão dessas é um registrador de um byte e tem um endereço na memória (os endereços para os registradores de dados, status e controle são respectivamente em notação hexadecimal 378, 379, 37A). Os oito bits do registrador de dados tem conexão física com a porta paralela, enquanto que os registradores de controle apenas os 4 bits menos significantes (os mais da direita) tem conexão física, os outros quatro bits servem para configuração da porta, portanto toda vez que for mexer no registrador de controle tome o cuidado de não mexer nos 4 bits mais significantes, a não ser que você tenha total consciência do que está fazendo. Do registrador de status só têm contato físico com a porta paralela os cinco mais significantes bits, mas você pode ler todo o byte, claro.

Como meu programa pede permissão pro sistema?

Para o seu programa pedir permissão para o sistema existe uma função chamada ioperm. Ela está presente em libc5 e glibc, então se você tem libc5, você inclui unistd.h e no caso da glibc inclua sys/io.h. Como eu tenho as duas, vai qualquer uma. Nos programas de teste aqui eu vou incluir as duas para não dar problema para ninguém, mas você pode deixar apenas a necessária pra você.

A ioperm recebe dois inteiros e um valor booleano como argumento: o primeiro é o endereço da memória sobre o qual você está falando, o segundo é o numero de bytes que sobre os quais você quer falar a partir do endereço que você colocou, e o booleano é se você que pedir acesso a esse(s) lugar(es) da memória ou bloquear seu acesso (zero “0″ (falso) para bloquear e um “1″ (verdadeiro) para pedir acesso).

Como nós queremos acesso aos registradores 378, 379 e 37A (hexadecimal) e eles vêm um atrás do outro, podemos pedir permissão para a porta paralela usando a função ioperm dessa forma:

ioperm(0×378, 3, 1);

Assim pedimos acesso ao registrador com endereço 0×378 e os dois seguintes a ele: 0×379 e0×37A.

A função ioperm retorna 0 se bem sucedida e -1 se houver algum problema. Assim, podemos criar um programinha apenas para pedir permissão de acesso aos registradores da porta paralela e dizer se teve sucesso ou não. Lá vai o programa teste.c:

#include <stdio.h> //pelo bom costume

#include <unistd.h> //retire essa linha se voce so usa glibc

#include <sys/io.h> //retire essa linha se voce so usa libc5

int main()

{

if(ioperm(0×378, 3, 1)) {

printf(”Houve algum problema. Voce deve ser superusuario.\n”);

} else {

printf(”Tudo certo. Tenho acesso a porta paralela agora.\n”);

}

}

Bom, compile com o comando ‘$gcc teste.c’. Em seguida execute com usuário normal: ‘$ ./a.out’ e depois como root ‘# ./a.out’ (ou com o comando sudo: ‘$ sudo ./a.out’). Você verá a diferença.

Lendo os valores…

Para ler os valores dos registradores existe uma função denominada inb(). Ela recebe um único inteiro como argumento que é o endereço do registrador que se quer ler, e retorna o valor lido. Segue um exemplo de programa que retorna todos os valores da porta:

#include <stdio.h>
#include <unistd.h> //retire essa linha se voce soh usa glibc
#include <sys/io.h> //retire essa linha se voce soh usa libc5
#include <stdlib.h> //pra usar a função exit
#define DATA_END 0×378

int main()
{
if(ioperm(0×378, 3, 1)){
printf(”Algum problema. Você deve ser super usuário.\n”);
exit(1);
}
printf(”Valores:\nDADOS: %d\nSTATUS: %d\nCONTROLE: %d\n”, inb(DATA_END), inb(DATA_END+1), inb(DATA_END+2));
}

Escrevendo no registrador de dados…

Escrever no registrador de dados é tão simples quanto ler. Existe uma função chamada outb() que é para escrever valores na memória. Ela recebe dois argumentos, o endereço onde se quer escrever e o valor a ser escrito na ordem inversa, isto é, o valor primeiro e o endereço depois. Segue-se um programa que coloca em nível alto todos os bits de dados (coloca 255 na porta – FF em hexadecimal).

#include <stdio.h>
#include <unistd.h> //retire essa linha se voce soh usa glibc
#include <sys/io.h> //retire essa linha se voce soh usa libc5
#include <stdlib.h> //pra usar a função exit
#define DATA_END 0×378

int main()
{
if(ioperm(0×378, 3, 1)){
printf(”Algum problema. Você deve ser super usuário.\n”);
exit(1);
}
outb(0xff, DATA_END);
}

Depois de compilar e executar o programa acima, execute o programa que fizemos para leitura para verificar o estado do registrador de dados, ou acrescente a linha:

printf(”DADOS: %d”, inb(DATA_END));

no programa atual abaixo da linha:

outb(0xff, DATA_END);

Concluindo…

Bom, nesse tutorial não mexemos no registrador de controle, mas estou disponibilizando abaixo os programas que eu fiz nesse tutorial e mais um outro (o mesmo do antigo post) que tem umas funções prontinhas pra setar os bits separadamente.

Download dos códigos deste tutorial:

teste.c

lendo.c

escreve_dados.c

Download do meu programa pra controle da porta:

lpt_control.c

Atenção: Cuidado se quiser setar os bits de controle!!! NÃO mexa nos quatro bits mais significativos porque eles são para configurar a porta. Mais adiante falarei sobre o registrador de controle.
Qualquer problema, envie-me um e-mail: jetervaz (a) gmail.com

Mais informações sobre o hardware da porta paralela no site: http://www.rogercom.com

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*Também pode ser usado como entrada em alguns casos, mas aqui vamos demonstrar apenas como usar para saída.

Aplique o arco-íris na sua foto

batatinha-2Com uma votação de 5×4, a Suprema Corte dos EUA decidiu, hoje, que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é constitucionalmente assegurado em todo o país (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2015/06/1648129-em-decisao-historica-estados-unidos-legalizam-casamento-gay.shtml). Com isso, muita gente começou a aplicar o arco-íris, em solidariedade à comunidade LGBT, nas suas fotos de perfil nas redes sociais.

Alguns estavam tendo dificuldade com o App, e também tem pessoas que não usam facebook, ou simplesmente não querer utilizar o aplicativo para não compartilharem informações de seus perfis. Segue um script que fiz pra quem quiser aplicar o filtro de cor na sua foto, e baixar a foto para usar onde quiser. Acesse aqui: http://prototypes.com.br/rainbow/

Alvorada

Escola de Comunicações. Rio de Janeiro – RJ. Ano de Nosso Senhor de 2009.

Gumbo_Limbo_Tree_DeSoto_National_Monument

“Uma árvore bastante frondosa […] é a primeira coisa que enxergo na minha manhã.”

Alvorada. 5h50. No alojamento bem arejado, com janelas de ambos os lados por todo o comprimento, minha cama fica perfeitamente alinhada à uma delas. Tem um espaço correspondente ao telhado da calçada que une a porta do nosso pavimento ao contíguo, reservado aos sargentos alunos dos cursos de especialização e de aperfeiçoamento. Depois desse espaço, uma árvore bastante frondosa, que ultrapassa a altura da minha janela, e é a primeira coisa que enxergo na minha manhã. Dá pra ver o sol brilhando nas folhas, bem verdes, que parecem até refletir o azul do céu em  alguns pontos cintilantes. São seis horas, tem gente que já levantou, outros levantam agora. Os passarinhos cantam, espalhados nas outras árvores que existem ali, parecidas com a minha. Eu ainda espero. Nesse momento sempre me dá uma nostalgia sem tamanho.  Já faz tempo que estou aqui. No meio de tanta gente, e só.

Eu poderia ter feito tanta coisa… deveria ter estudado mais. Não deveria ter desistido dos cursos, da vida de estudante que levava. Lá eu tinha futuro. Aqui estou lutando para sobreviver, apenas, um dia depois do outro. Mas uma hora a formatura chega, e aí estou livre. Aí vou poder estudar, vou poder ir pra onde eu quiser, vou ter minha casa, meus móveis, um carro… e minha liberdade. Ou talvez nem tanto. De qualquer forma, pensar na formatura é ter esperança. Como dizem nossos instrutores: “nada pára a marcha inexorável do tempo”… Ainda estou com sono. A arrumação de cama, hoje, é complicada de fazer. A manta verde-oliva tem que ser dobrada e disposta como uma “linha” bem no meio da cama, e todas as camas tem que estar com a manta na mesma posição, tudo alinhado. E ainda vai ter treinamento físico com o…

— Bora, Silveirinha, vai se atrasar aí! — o colega da beliche do lado, o mais antigo e mais experiente do nosso pelotão, me chama para a vida real. Rolo na cama, desativo o “soneca” que estava para despertar alguns minutos depois, é deslizo para o chão, e começo a dobrar a minha manta. Eu sou é muito raro, mesmo.

Homenagem à(s) Mulher(es) do Dia – 08 de março

Essa postagem é de véspera. Amanhã é o Dia da Mulher. Já vinha pensando que precisava fazer isso, e esta é a minha deixa. Preciso homenagear a Mulher do Dia. É uma dessas que sofre com a gente, choram com a gente, riem com a gente, e sentem muito mais felicidade do que nós mesmo quando estamos felizes. É minha mãe. Só que “mãe” é muito pouco pra ela, daí a gente chama ela de “Teta”. Sim, porque somos cinco crias que saímos das suas entranhas e que, desde que saímos de lá, não paramos de brigar por quem “mama” mais. Três dessas crias, aliás, são mulheres lindas, elegantes e fortes, exemplos a todo o gênero, e me enchem de orgulho. Em uma outra postagem aqui, falei do “Véio”, hoje eu falo da “Teta”. 🙂

Um pouco de história. Eu sou o mais novo da casa, então sei muito pouco. Sei um pouco de ouvir daqui e ali, de um e de outro, e sei que se conhecesse mais um pouco eu só iria me apaixonar mais. Minha mãe, quando era moça, antes de casar-se, já trabalhava duro. Quando criança mesmo, já trabalhava pesado. Filha mais velha em uma família onde não havia filho homem, ela era o “homem da casa”, depois do meu avô (nessas divisões de trabalho antigas onde homem trabalhava fora e no serviço pesado, e mulher ficava dentro de casa nas coisas – às vezes nem tão – “delicadas”). Meu avô foi reformado por problemas de saúde ainda novo da Brigada Militar (Polícia Militar do Rio Grande do Sul), por causa de um derrame que lhe paralisou completamente um lado do corpo. e manteve uma sapataria por um certo tempo. E o Seu Feliz nunca foi de ficar muito tempo parado: manteve uma sapataria por um certo tempo, construiu casa de fundos, levantando paredes e tudo o mais, com apenas um lado do corpo “funcionando”. Mas é claaaaro que ele não fez isso sozinho: sua filha mais velha, a Vera (ou, neste texto, “Teta”) estava lá, firme na paçoca, “pegando em qualquer ponta”. Minha mãe fazia de tudo: cavar buraco, fazer argamassa, pegar um ônibus para ir no centro de Porto Alegre comprar artigos de sapataria em lojas de freguesia predominantemente masculina (pra não dizer que “só tinha homem”), ignorando de cabeça erguida as palhaçadas dos machistas ignorantes de plantão. Minha mãe é uma dessas mulheres que, sem jamais ter levantado uma bandeira do movimento feminista, fez mais pela causa do que milhares de ativistas.

Casada, minha mãe logo teve que parar de trabalhar fora para cuidar dos filhos (meu pai não perdia tempo rs). Há alguns dias atrás, li e compartilhei um artigo intitulado “Mãe que fica em casa: você não deve ao mundo uma explicação”. Alguns dias depois, minha mãe dizia de uma “amiga” que contava vantagem sobre ela porque sempre tinha “trabalhado” e conseguido as “próprias coisas”… o mundo pede explicações a que não tem direito. Particularmente, não sei se seria melhor que minha mãe tivesse optado por uma carreira secular e acadêmica a cuidar de seus filhos da melhor maneira possível. Eu acho que ela trabalhou muito mais, com o tipo de trabalho que ela escolheu: ser mãe em tempo integral. Sendo dona de casa, minha mãe era responsável por lavar roupas, cozinhar, manter a casa toda em ordem… e isso, quando você leva em consideração que eram SETE moradores, não é naaaada fácil. Ainda mais, quando o seu trabalho é na sua própria casa: aí você não tem folga, férias, nem licença-prêmio.

Eu sou o mais novo dos cinco filhos e, quando fomos ter uma máquina de lavar roupas em casa, eu já tinha mais de cinco anos. Lembro muito bem: meu pai ainda teve que fazer um consórcio para comprar a máquina de lavar… daqueles programados, sabe? E ainda teve que manter em segredo da minha mãe até que saísse “sorteado”: imagine só, com tanta coisa “mais importante” e tanta conta que a gente tinha, botar “dinheiro fora” numa máquina de lavar??? Meu pai foi lá, comprou a “maquininha”. Uma daquelas PROSDOCIMO antigas que tinha um bloco de concreto no fundo (pesada que só!!) para não “pular” muito (e de vez em quando a gente ainda tinha que correr e subir em cima da máquina quando começava a centrifugar). Mas eu estou falando de quando eu me lembro!! E quando eu nem nascido era, e eles tiveram que se mudar em uma transferência não-solicitada de meu pai da região metropolitana da capital gaúcha para uma cidadezinha do interior onde nenhum dos dois tinha sequer um familiar! Nessa transferência, uma mudança épica (rs) em uma Brasília amarela que meu pai tinha na época, eu fui quem viajou mais confortável durante todo o tempo, mais seguro: na barriga dela 🙂

Em Cruz Alta passaram muitas dificuldades, moraram mal, com quatro filhos em casa de um quarto só… mas o mais interessante, e um pouco engraçado, disso tudo (rs :D), é que eles ainda conseguiam fazer CARIDADE!! Levaram de Porto Alegre pra lá uma velha senhora necessitada… pra ajudar e dar um apoio. Pobres dos meus velhos! 😀 haha Meu pai, claro, ia trabalhar nas noites frias, nos sóis quentes… mas minha mãe é que tinha que ficar em casa, aturar a velha, e ainda cuidar dos quatro filho de fora e do quinto de dentro da barriga!! Oh vida! rs 🙂 Nessa cidade eu nasci. Minha mãe iniciou lá um trabalho na igreja com um grupo de jovens, dando incentivo e valores pra uma juventude que era reservada ao segundo plano nos cultos e liturgias. Inteligente, sempre esforçada e dedicada a aprender, com um grande talento para a música, uma voz linda e um pulmão invejabilíssimo (alcançava a gente à longa distância, não adiantava se esconder kkk rs), ela deixou em Cruz Alta uma semente que brotou, cresceu e germinou. Muitos anos depois, quando foi morar em Cruz Alta novamente, encontrou seu grupo de jovens com famílias lindas, constituídas, todos eles até hoje apaixonados por ela.

teta

Teta e eu, gordo de tanto mimo e comida boa (a melhor comida do mundo é a dela, não contei, né?.. mas é reconhecida internacionalmente!!)

Preciso resumir. É difícil e injusto, mas vou ter de fazê-lo, pois dez anos de blog não seriam suficientes para fazer justiça. Nós mudamos pra cidade de Santiago (onde eles estão morando de novo, atualmente) antes de eu completar cinco anos, e minha mãe trabalhava na igreja dirigindo corais (teve um tempo que ela trabalhava com TRÊS corais ao mesmo tempo, em três bairros distintos), dando aulas na Escola Dominical – nossa.. as lições dela para crianças até hoje ficam na memória da gente!! Adultos disputavam lugar na platéia de suas lições! -, aconselhando jovens, até homens velhos, e até foi uma grande incentivadora da criação de uma banda de música na cidade (os músicos que iniciaram os trabalhos de aula de música na Igreja sede da cidade eram do nosso bairro). Sobre a Escola Dominical, quem não lembra da história do Edmundo??! Era uma história de um homem surdo e azedo que odiava crentes, e também detestava crianças, porque frequentemente surrupiavam frutas do seu pomar. Mas ele vigiava todo domingo um grupo de crianças que passava de manhã cedo por ali cantando uma música: “Jesus ama este mundo, ele morreu por mim…” Como era surdo, ele entendia que elas cantavam “Jesus ama Edmundo, ele morreu por mim…” E, como achava estranho, seguiu as crianças um dia, pra ver onde iam. Acabou entrando na igreja, ouvindo falar de Jesus e de seu Amor, e acabou se transformando de um homem azedo num sujeito de cara linda e sorridente, que adorava compartilhar as frutas do seu pomar com as crianças!! 😀 E essa história era contada com desenhos coloridos, figurinhas, cartazes, flanelógrafo… as músicas pras crianças todas eram escritas em cartazes coloridos, atrativos. Tudo muito especial.

De vez em quando reclamo da minha vida, acho difícil uma coisa ou outra. E aí lembro desses tempos… e fico imaginando. Minha mãe lavava à mão as nossas roupas, fazia nossas comidas sem auxílio de microondas e tele-entregas, e nunca tivemos um almoço atrasado, a roupa sempre cheirosinha. Na hora de ir pra escola, as crias saíam cheirosinhas, limpinhas, e bem alimentadas. E quando chegávamos ainda sentíamos de longe aquele cheirinho de bolinhos de chuva com café passado… 😀 Tudo com muito amor e cuidado. Quando nos lembrávamos disso trazíamos do caminho alguma flor de maçanilha ou cravo arrancada de algum lugar, que ela colocava num copinho cheio d’água e punha como decoração em algum lugar onde todo mundo pudesse ver. Minha mãe fazia nossas roupas!! Ela costura, faz tricô e crochê com uma habilidade que invejo até hoje kkk rs 🙂 Tentei já me aventurar nesse tal de crochê, mas fica tudo torto, um ponto maior que o outro, e demoro uma década para fazer cinco “correntinhas”. Ela faz um tapete todo em um dia, numa velocidade incrível, com um ponto apertadinho, alinhado, perfeito… #inveja kkk rs 😀 Ela selecionava os livros que a gente lia. Sempre lemos muito lá em casa, todos os filhos, e minha mãe sempre olhava os livros antes de a gente poder ler (muitos dos que ela censurava, ela levava pra ler, escondida kkk haha afinal era censurado só pra nossa idade hahaha).

Depois de tanto sofrimento com tanta cria (sofrimento que dura até hoje, ela ainda passa noites sem dormir de preocupação com a gente), ela finalmente teve tempo pra começar a investir nela mesma. Com mais de cinquenta anos, ela passou na primeira tentativa em todos os testes para obter a própria Carteira Nacional de Habilitação (certo que ela já tinha dirigido Opala e Kombi, né, aí esses carrinhos novos ficam fáceis haha), fazendo muito moleque corredor de Kart passar vergonha 😀 E ainda, no Detran do Rio Grande do Sul, um dos mais exigentes do Brasil nesse quesito (é absolutamente normal que jovens façam a prova três ou quatro vezes para passar). É incrível ainda que ela sempre diga, quando a gente faz qualquer coisa boba pra ajudar, “muito obrigado, meu filho” e “já fez demais”, quando você sabe que, na verdade, é completamente incapaz de fazer qualquer coisa que possa ser comparada com tudo o que já fizeram por você. Só resta aprender, amar, amar muito, e reconhecer que cada conselho dela sempre é do bom e do melhor: ela tem uma sensibilidade e um faro muito aguçado pra certas coisas 😀

O cafezinho virou "nossa tradição". :D

O cafezinho virou “nossa tradição” 😀

Enfim, essa é a mulher do dia. Não sabe o que fazer de mimo pra gente. Quando a gente fala de ir visitar, ela já está indo no mercado fazer compras, pra preparar coisas, comprar chocolate, doces, ingredientes pro sorvete delicioso que só ela sabe fazer, e café (muito café). O cafezinho virou “nossa tradição”. Minha mãe é muito cult hehe Com ela, eu parava depois do almoço pra tomar um cafézinho e assistir algum concerto do Josh Groban, “aquele cantor italiano da voz bonita” 🙂 Daí não dá pra falar tudo… acho que já passou um bom tempo desde que eu disse que iria resumir. Aí vou só colocar uma música aqui, que é pra dedicar pra Teta 🙂 A música é do cantor da voz bonita… Essa música se chama “You raised me up”. A expressão “raise up”, do inglês, pode significar “levantar algo ou alguém”, como está na tradução desta legenda, mas ela é utilizada também no sentido de “criar filhos”. Quando se diz “a mãe criou seus filhos”, diz-se “the mother raised her children”. 🙂 Tem uma mensagem subliminar aí, não tem?? 😀 Beijão, Teta!!!

Fica aqui, claro, a minha homenagem para as filhas da Mulher do Dia, que também são as minhas referências no gênero: a Queila (“Preta”), minha irmã mais velha (também minha “segunda mãe”, que me fez dar uma volta correndo no quarteirão, só de cuecas e todo ensaboado, para fins de me enxaguar no meu banho-de-chuva \o/ :D), a Daniela, ou Dani, minha irmã do meio (nossa desenhista, cantora, poeta, toda cheia de talentos… e gata!!!), e a Tamáris (“Tatá”),  a mais nova das três (minha companheira de mate, de cafezinho – e a gente tomava café juntos quase todo dia assistindo o “Bom Dia, Rio Grande” e monitorando as temperaturas em cada cidade kkk 😀 -, parceira pro que der e vier, e a mais nova mamãe da família!!! <3) Beijos a todas essas Rainhas da Criação! 🙂 rs

Resenha: Belo Casamento

Muito bom o blog Livros da Jess!! 😉

Livros da Jess

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Depois de muito tempo, tomei vergonha e fui comprar o livro Belo Casamento, que conta os detalhes do casamento de Travis e Abby, de Belo Desastre.

Sinopse: A louca e viciante história de amor de Travis e Abby foi narrada por ela em Belo desastre e por ele em Desastre iminente. Como num conto de fadas moderno, sabemos que eles se casaram e foram felizes para sempre… mas quanto realmente conhecemos dessa história?
Por que Abby fez o pedido de casamento?
Que confidências eles trocaram antes da cerimônia?

Belo Casamento é um livro rápido, de apenas 106 páginas. Eu o li em apenas uma tarde.
O livro é narrado por ambos os personagens (amo livros com ponto de vista dos dois lados) e serviu mais para preencher alguns espaços/dúvidas que ficaram com os outros dois livros. Em Belo Casamento, o leitor descobre o porquê da Abby ter…

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