Arquivos Mensais: outubro \25\UTC 2014

Frizting – circuitos eletrônicos e desenhos de PCB para Arduino no Linux

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Você já viu aqueles desenhos de circuitos onde os componentes aparecem bonitos, coloridos, exatamente do jeito como você deve montar fisicamente? Sem aqueles símbolos todos, mas com uma ilustração do próprio componente? Pois hoje vamos falar sobre como são feito, apresentando-lhes o Fritzing, um programa perfeito para quem precisa de um software para fins educacionais com Eletrônica. O Fritzing é um software de código aberto onde você pode desenhar seus circuitos em dois modos (esquemático e protoboard) e até routear trilhas para fazer uma placa de circuito impresso (PCB – printed circuit board). O software é completamente intuitivo, e facílimo de se obter (mais abaixo tem os links e procedimentos para instalação).

É importante observar que o Fritzing não é um simulador, o seu objetivo é apenas o desenho dos circuitos. Mas veja que maravilha, o Fritzing tem três modos (visões): Protoboard, Esquemático, e PCB. O modo Protoboard é um dos maiores atrativos do Fritzing: é onde você pode montar o circuito “vendo” as peças como se parecem fisicamente, através das ilustrações com perspectiva 3D. Veja abaixo algumas screenshots do programa nos diferentes modos, exibindo a montagem do hardware de um projeto da biblioteca de exemplos do Arduino:

Modo Schematic - exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Modo Schematic – exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Modo protoboard - exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Modo Protoboard – exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Modo PCB - exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Modo PCB – exemplo do Arduino AnalogInputToServo

Existe também uma versão para Windows. No Ubuntu Linux e derivados, basta você procurar por “Fritzing” na Central de Software (Ubuntu), ou utilize o seguinte comando no terminal:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install fritzing

Se como resultado da operação você obtiver uma mensagem de que os pacotes não foram encontrados, basta adicionar os repositórios, com o comando:

$ sudo add-apt-repository ppa:ehbello/fritzing

E aí sim execute o update e a instalação:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install fritzing

Como dizem por aí… #FicaADica 😉 Abraços!

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A PRINCIPAL NOTÍCIA DO DIA – The really big news

Tafuia, véio!!! Feliz aniversário! 😀

156015_859791627373372_551177714955159164_nQuero compartilhar aqui com vocês a GRANDE NOTÍCIA de verdade, notícia que realmente IMPORTA, principal manchete de hoje: é o aniversário do Elias Silveira, meu pai, progenitor, meu “véio”! 😀 hehe E eu estou cá longe, sem poder lhe dar aquele abraço e tomar os mates rindo das nossashistórias 😦 Mas se é assim, vai uma homenagem por aqui, que seja um mínimo! 🙂 Meu herói… exemplo de homem, cidadão, policial, militar, pai, é o meu heroizão de verdade! haha 😀 Passei o dia lembrando dele hoje, e essa frase “é o meu herói, né..” falei pra uns colegas aqui lembrando das histórias.. rs Isso só pra deixar claro que isso não é “marketing social de facebook” haha O véio é o cara! rs

As frases célebres que ele sempre diz a gnt nunca esquece. Quando algo dá errado, ou quando tudo mesmo dá errado, parece que a gente tá sempre no prejuízo, ele só diz a mesma frase, com a maior calma (só dele) e aquela voz rouca (rsrs) que todo mundo conhece: “Tem mais Deus pra dar que o diabo pra tirar”. Outra frase que sempre lembro, e que ultimamente tem sido bem vívida pra mim, pois desde que vim pra São Paulo – apesar dos muuuitos prejuízos e das tantas vezes que precisei ouvir que “tem mais Deus pra dar que o diabo pra tirar” (rs) – muita coisa boa tem acontecido, e uma em complemento da outra, como para me assegurar: “você está no caminho certo”; é que ele diz: “Quando as coisas são de Deus, é bem assim ó: dá tudo certinho, como se fosse uma engrenagem” – e faz com as mãos e os dedos uma engrenagem, dando a entender que “não fica nada sem resolver, nenhum espaço em branco, nada solto”.. hehe.

Além das frases, tem os versos. Sim, o véio é uma fonte de cultura!!! Os versinhos que ele canta pra mãe dentro de casa: “Lá vem um trenzinho / Carregadinho de flor / Também sou pequenininho / Carregadinho de amor.” E vamos ser sinceros, que ele é pequenininho todo mundo sabe e não dá pra negar MESMO… rs. E os versinhos bem humorados, de gaúcho valente: “Quem quiser saber meu nome / Dê uma volta no galpão / Que o meu nome tá gravado / Na folha do meu facão.” E vários outros que nem lembro.

Uma das histórias que lembrava esses dias é de uma vez que tivemos um incidente de carro, indo para o interior do interior do Rio Grande do Sul (para Caroví, um distrito de Santiago, onde a gente morava). Nós andávamos num Opala Comodoro (carro forte e muito bom de estrada, grande e pesado, quem conhece e já teve dá valor.. hehe), e vínhamos numa velocidade boa, talvez uns 60 km/h, numa descida de estrada de chão. Num calombo da estrada, o carro saltou e caiu em cima de umas pedras soltas da estrada: meu pai girou e girou o volante, lidou com os pedais, o carro deu uma volta de 360 graus completa, escorregando estrada abaixo, e parou bem certinho na estrada, perfeitamente posicionado, bastanto arrancar e seguir viagem.

[Quando lembro dessa história, lembro de uma outra que li há anos atrás, quando em um navio que enfrentava uma tremenda tempestade, tinha um menino que ria e ria milhões, enquanto todos os demais apavorados, e o capitão lhe pergunta: “garoto, vc está rindo de quê? não está vendo a tempestade que estamos passando? estamos sob perigo!!” E o garoto respondeu: “Não se preocupe, capitão! É meu pai que está no leme!!” Essas duas histórias andam juntas na minha memória, porque, de verdade, minha reação na hora foi essa: eu ria pra caraca! haha]

Tinha um pastor com a gente no carro, e um outro irmão de nossa igreja que ia também para pregar nesse lugar onde íamos, e os dois ficaram apavorados (eu achei tudo normal e divertido!! kkk rsrs). O pastor ficou esticado no banco, e o outro que estava comigo no banco de trás tava “branco” (rs). Quando o carro parou, o pastor disse, devagar e meio rindo: “irmão Elias… nos queremos chegar lá!” 😀 Até hoje rimos lembrando dessa história! Eu achava o máximo.. afinal, não tinha perigo nenhum, meu pai tava no volante!!

Podia contar aqui milhões de outras histórias, as histórias de polícia, de trabalho social e cristão, e as muitas outras que demonstram o caráter e a ABNEGAÇÃO desse meu velho, que é capaz (isso é verdade, mesmo) de andar descalço e mal vestido num frio e chuva, pra gente andar bem vestido e calçado. Ainda assim não diria tudo o que admiro nesse véio, que é, realmente, o “meu véio”. É assim que eu chamo ele desde que eu tinha uns onze anos de idade e a gente fazia argamassa, plantava amendoim, esticava cerca, metia o carro nos barranco (tá, essa parte era só minha kkk).. rs

Mas, falei das frases, dos versos, da argamassa, e não podia deixar de falar na PALAVRA, que é a palavra do véio, todo mundo sabe (rs), que aliás surgiu numa de nossas “argamassa”: TAFUIA, VÉIO! O verbo TAFUIAR, mais tarde descobri, tem no dicionário!! Quer dizer: “toca ficha, vamo lá”, é um incentivo, um “bora!!” hehe. A graça da história é que, fora de contexto, minha mãe pega a gnt fazendo massa e o véio mandando eu “tafuiar” a água (ou sei lá o que era) dentro da massa, sendo que não era pra fazer isso… aí a gnt começou a rir, e a mãe, sem entender perfeitamente o significado do verbo de nosso vocabulário peculiar (kkkk), fez uma cara de desaprovação: “humpf! sei muito bem o que vcs tão pensando!” 😀 haha

A saudade é grande dos meus velhos! Deu pra escrever até bastantinho.. kkk hehe Mas fica isso. E a música do Russ Taff (http://letras.mus.br/russ-taff/1546045/), que fala sobre essas coisas: a gente se preocupa com tanta notícia, política, saúde, esportes… mas as verdadeiras grandes notícias são as que estão mais perto da gente! 🙂 Uma pequena homenagenzinha, de LEVE, pro meu veião nesse dia dele! Pra terminar, vai aí uma musiquinha pra gente cantar junto, véio: “Tordilho Negro” 😀 huahua 😀 Bjãão!

FreeCAD – desenho técnico em 3D com LIBERDADE!!

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Olá, pessoal!! Quero apresentar pra vocês o FreeCAD, um software livre de modelagem 3D, desenho técnico (CAD) tridimesional! Pra você que é engenheiro, arquiteto, estudante… libertar-se de vez do SolidWorks!! 😀 O programa é novo, e tem algumas diferenças na utilização, se comparar com o SolidWorks (eu estou comparando com esse outro programa porque utilizo o desenho de peças – “part design”), até porque o FreeCAD também serve para inúmeras outras finalidades, como Arquitetura e até projeto e simulação de um NAVIO!! Isso mesmo!

Modelagem de um Jeep FreeCAD

Modelagem de um Jeep FreeCAD

Tem versões para Windows e Mac, que podem ser encontradas no site do projeto. Para instalação no Ubuntu 14.04, que já tem o FreeCAD nos repositórios oficiais, basta executar essa linha de comando:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install freecad freecad-doc

Se você não usa o Ubuntu ou não tem os repositórios instalados (se der erro encontrando os pacotes), você precisa adicioná-los. Faça-o com o seguinte comando:

$ sudo add-apt-repository ppa:freecad-maintainers/freecad-stable

E então instale:

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install freecad freecad-doc

Veja abaixo em um vídeo minha peça de teste (uma extrusão simples, um fillet e o recurso “thinkness” – similar ao “Casca” do Solid):

 

Vem aí o Ubuntu Day em Hortolândia!

uday

Dia 29 de novembro acontecerá em Hortolândia o Ubuntu Day Hortolândia 2014, realizado pela comunidade oficial Ubuntu no Estado de São Paulo (LoCo Team Ubuntu São Paulo). O evento tem como objetivo a troca de informações e partilha de conhecimento de forma livre e aberta a todos.

A primeira edição foi no ano de 2013 na sede social do Sport Club Corinthians, na cidade de São Paulo, e o evento marcou a reestruturação da comunidade Ubuntu com as demais comunidades de Software Livre e Open Source. Neste ano, o Ubuntu Day será realizado na cidade de Hortolândia, no Instituto Federal São Paulo Campus Hortolândia.

Hortolândia é uma cidade pertencente à região metropolitana de Campinas e sede de importantes empresas no segmento de tecnologia, dentre elas IBM e DELL. Formatado de maneira modular, o Ubuntu Day é um evento a ser levado para todo o estado de São Paulo, de forma a garantir a inclusão das comunidades distantes da capital.

Contando com a presença de palestrantes de grande representatividade no cenário de Software Livre e Open Source, o Ubuntu Day Hortolândia 2014 terá a presença de representantes da Fundação Mozilla e Fedora, além de diversos colunistas de portais online como Seja Livre e iMasters.

O evento é aberto ao público e tem entrada gratuita, devendo o interessado apenas fazer sua inscrição no endereço www.ubuntubrsp.org/ubuntuday para reservar a vaga.

Biblioteca no Arduino para o Sensor de Cor TCS320 e TCS3200

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Sensor de Cor TCS230/TCS3200 em uma breakout board

O sensor de reconhecimento de cor TCS230/3200 da AMS (antiga TAOS) possui um conjunto de 64 fotodiodos para detecção de cores: 16 com filtro para a frequencia de cor vermelha (Red), 16 com filtro para a frequencia de cor verde (Green), 16 com filtro para a frequencia de cor azul (Blue), e ainda 16 fotodiodos sem filtro de cores. Esse conjunto de fotodiodos permite ao circuito integrado fazer o que chama de transformação de luz-para-frequência (light-to-frequency). O que acontece é o seguinte: a saída do sensor é um pulso de 50% de duty cycle (isso significa que é um pulso quadrado “perfeito”, ou seja, metade do tempo em nível lógico alto e metade em nível lógico baixo), que varia a frequência conforme a intensidade da luz.

O TCS230/3200 possui quatro entradas: S0, S1, S2, e S3. As duas primeiras servem para selecionar uma escala de frequência (2%, 20% ou 100%), ou simplesmente desligar o sensor. As duas últimas servem para selecionar o conjunto de fotodiodos que você quer o resultado: como são dois bits, teremos exatamente quatro possiblidades, que são correspondentes aos quatro conjuntos de fotodiodos. Assim o sensor dará um resultado com a intensidade de cada cor que ele consegue medir, e a intensidade total, permitindo o desenvolvimento de uma aplicação que calcule o valor RGB para a cor detectada. Veja abaixo a tabela, extraída do datasheet:

tcs230Finalmente temos uma biblioteca para lidar com esse sensor no Arduino!!! A bilioteca MD_TCS230 está disponível para download no GitHub e no CodePlex. Vamos a um passo-a-passo para testar seu primeiro programinha com o sensor de cores no Arduino!!

1º passo –  Instalando a biblioteca MD_TCS230

Faça o download da biblioteca nesse link (aconselho utilizar este link direto para a página de download no CodePlex, pois a MD_TCS230 possui uma dependencia que está incluída neste pacote zip). Depois de completar o download, abra o pacote zip com o descompactador e extraia as pastas FreqCount e MD_TCS230 no dentro do diretório ~/sketchbook/libraries (ou /home/[SEU_USUARIO/sketchbook/libraries ou, se usar Windows – sério que vc faz isso??? :O – você irá encontrar a pasta libraries dentro da pasta sketchbook provavelmente no sua pasta de usuário – c:\Users\[SEU_USUARIO]\sketchbook\libraries – não mudou nada, né? rs). Feche todas as janelas da Arduino IDE (isso é importante! – em alguns casos só funciona se fizer isso – wtf?) e depois abra o Arduino IDE novamente. Pronto! As bibliotecas MD_TCS230 e FreqCount estão instaladas (a FreqCount é uma dependência da MD_TCS230).

2º passo – Carregando o programa de exemplo da biblioteca

Vamos utilizar aqui o mais simples programa de exemplo disponível na biblioteca, que simplesmente irá retornar no Serial Monitor as leituras realizadas em um código RGB. Se tudo deu certo no passo anterior, você poderá acessar o programa de exemplo da MD_TCS230 através do menu: File -> Sketchbook -> libraries -> MD_TCS230 -> Simple_NB_TCS230. Quando você clicar aí, carregará o seguinte código:

// TCS230 sensor reading example
//
// This is just to show basic functionality without calibration.
// Utilises the non-blocking version of the reading function.
// Output uses the Serial console.
//
#include <MD_TCS230.h>
#include <FreqCount.h>

// Pin definitions
#define  S2_OUT  12
#define  S3_OUT  13
#define  OE_OUT   8    // LOW = ENABLED 

MD_TCS230  CS(S2_OUT, S3_OUT, OE_OUT);

void setup()
{
  Serial.begin(57600);
  Serial.println("[TCS230 Simple NON_BLOCKING Example]");
  Serial.println("\nMove the sensor to different color to see the RGB value");
  Serial.println("Note: These values are being read in without sensor calibration");
  Serial.println("and are likely to be far from reality");

  CS.begin();
}

void readSensor()
{
  static  bool  waiting;
 
  if (!waiting)
  {
    CS.read();
    waiting = true;
  }
  else
  {
    if (CS.available())
    {
      colorData  rgb;
      
      CS.getRGB(&rgb);
      Serial.print("RGB [");
      Serial.print(rgb.value[TCS230_RGB_R]);
      Serial.print(",");
      Serial.print(rgb.value[TCS230_RGB_G]);
      Serial.print(",");
      Serial.print(rgb.value[TCS230_RGB_B]);
      Serial.println("]");
      
      waiting = false;
    }
  }
}

void loop()
{
  readSensor();
}

 

 

Pronto! Esse programa aí você carregará para a memória do Arduino em breve (é aconselhável montar todo o hardware antes de carregar o programa pro Arduino, o que faremos no próximo passo).

3º passo – Montando o hardware: ligações com o Arduino

120_1_H

Arduino UNO

Nesse primeiro programa de exemplo, que é bastante simples, você precisará fazer apenas quatro conexões além do VCC e GND, que são a alimentação do sensor: S2, S3, OE, e OUT. Até mesmo OE (Output Enable), se quiser, você pode simplesmente ligar o pino OE do sensor ao GND, sem conectar no Arduino, mas é aconselhável seguir o projeto do programa, já que estamos aprendendo e poderá ser importante, no futuro, desabilitar temporariamente a saída do sensor.

É fácil descobrir as conexões para S2, S3, e OE simplesmente verificando as linhas de código dentro do programa:

// Pin definitions
#define  S2_OUT  12
#define  S3_OUT  13
#define  OE_OUT   8    // LOW = ENABLED

Mas… e onde vou conectar OUT no Arduino?? Como é que eu sei onde vou conectar a saída do meu sensor de cores RGB no Arduino? Então, tive um trabalho aqui, mas foi apenas falta de ler a documentação da bilioteca. Se  você observar na descrição da biblioteca aqui, perceberá uma NOTA IMPORTANTE onde o autor da biblioteca avisa sobre uma limitação da dependencia FreqCount, que permite a utilização apenas de determinados pinos para a contagem da frequencia e limita o uso de outros pinos, conforme a tabela abaixo:

Board         Input Pin   Pins Unusable with analogWrite()
-----------   ---------   --------------------------------
Arduino Uno   5           3, 9, 10, 11
Arduino 2009  5           3, 9, 10, 11
Arduino Mega  47          9, 10, 44, 45, 46
Sanguino      1           12, 13, 14, 15

Logo, sabemos que o pino para a conexão da saída do sensor (pino OUT), é o pino 5 do Arduino. Ficam então as conexões:

SENSOR     ARDUINO UNO
------     -----------
 VCC           5V
 GND           GND
 S2            12
 S3            13
 OE            2
 OUT           5

Uma vez terminadas as conexões, carregue o programa para dentro do Arduino e teste seu programa! Assim que carregar o programa (você verá ver a mensagem “Done uploading.” na barra de status da Arduino IDE), pressione Ctrl+Shift+M ou vá em Tools -> Serial Monitor. Quando abrir o Serial Monitor, selecione a taxa de transferência de 57600 baud no canto inferior direito, senão você apenas enxergará caracteres malucos em sua tela… rs. Aproxime uma folha branca de papel do sensor para ver como ele marca perfeitamente: [255,255,255] no Serial Monitor. Outras cores ficarão aproximadas, o preto é bastante difícil de detectar. Cores mais “claras” são mais fáceis por terem uma SATURAÇÃO  maior e também maior INTENSIDADE de luz, permitindo assim que o software tenha mais informações com que trabalhar. Deixe seu comentário e até a próxima!!

Interface Web para Controle da Porta Paralela (LINUX)

Salve, pessoal! Nesse post de hoje quero compartilhar um projeto que fiz há uns oito anos atrás… rs um pouco “velho”, portanto, em termos de tecnologia. Além disso, claro, eu o estou compartilhando aqui na exata mesma versão de então (a última alteração consta de 18 de abril de 2007), existem alguns problemas nele de desempenho e certamente que hoje eu já não o faria da mesma forma, mas ele é ótimo para quem quiser se divertir um pouco com um PC e uma porta paralela. Até hoje esse sistema está disponível nos servidores do Robótica Livre, um projeto do professor Danilo César, que à época interessou-se em disponibilizar o sistema em seu site.

Importante! Leia o AVISO contido no final dessa postagem.

O sistema é web, isto é, o usuário acessa através de um navegador, uma página completamente simples, e controla o status dos bits do registrador de dados da porta paralela, onde os sinais variam de 0 a 5V (nivel lógico baixo – zero – e alto – um -, respectivamente). Seguem algumas screenshots (feio pra caramba.. haha):

lpt1

lpt2  lpt3

Mas é isso. Vamos lá!

 

Um pouco sobre porta paralela

A porta paralela possui três registradores: dados, controle e status. Desses, apenas o registrador de dados tem correspondência física nos pinos da porta paralela de todos os seus 8 bits, e pode funcionar como entrada e saída. Os outros (também são de 8 bits) têm apenas algumas correspondências, e o de controle funciona apenas como saída, e status apenas como entrada. Não vou me aprofundar nesses registradores, porque em nosso sisteminha apenas utilizamos o registrador de dados, na sua configuração padrão (como saída). Mais informações sobre a porta paralela e seus registradores você pode encontrar no site rogercom.com (esse artigo de lá foi uma base didática para mim à época, apenas fiz adaptações para usar no linux). Vou utilizar aqui algumas imagens do rogercom.com, e recomendo que você visite o site e aproveite o excelente conteúdo disponível por lá.

Esse é um esquema da pinagem do DB25:

Projeto3

Como dá pra perceber, os pinos de 2 a 9 são correspondentes aos 8 (oito) bits do registrador de dados da porta paralela. Os pinos de 18 a 25 são todos GND (isto é, ground, id est, terra, ou seja, NEGATIVO.. rs). É recomendável que, quando montar o circuito do nosso projeto, você utilize todos os pinos de GND do DB25, por uma questão de distribuição da corrente, para não sobrecarregar nenhum deles.

 

O que você vai precisar

– Um servidor Apache e o PHP rodando na sua máquina (veja sobre isso aqui)

– Uma máquina com porta paralela (por quê será?? rs)

– Uma implementação de hardware (veja abaixo)

 

Uma implementação de hardware

Quando montei esse projeto (na verdade ainda tenho guardado isso em algum lugar…) foi um pouco diferente do que será mostrado aqui. Vou aqui compartilhar os circuitos sugeridos pelo rogercom.com mesmo. Se você apenas quer montar um circuitinho para ver que a paradinha funciona, monte apenas um circuito com 8 leds para que você possa visualizar o byte do registrador de dados, como esse:

Projeto4

Caso você queira, por exemplo, controlar realmente lâmpadas, ventiladores, aparelhos de som, cafeteira, enfim, equipamentos elétricos de sua residência – ligar e desligar apenas, claro -, você pode montar um circuito com um buffer para proteger a porta paralela, e adaptação de potência com transistores e relés para controlar uma carga de, digamos, até 10 ou 20 ampères (depende da corrente suportada pelos contatos do relé que você utilizar). É possível (e no meu projeto eu fiz isso) usar o mesmo CI (circuito integrado) que é buffer, como adaptação de potência para acionar diretamente o(s) relé(s) em 12V, dispensando o uso dos transistores (o BD137, que é utlizado aí). No entanto, vou ficar devendo esse circuito no momento (prometo encontrar meu projeto velho e compartilhar aqui fotos dele e os esquemáticos), e vou usar nesse post o circuito sugerido pelo mestre Antônio Rogério Messias:

Projeto2

As instruções para instalação do “LTP Web Controller” (apelido que dei pro projeto.. rs) estão contidas no arquivo README, o qual transcrevo:

 

PARA FAZER FUNCIONAR O LPT Web controller # 29-Novembro-2006
============================================================

ultima alteracao: 18/04/2007

1. Extraia o pacote em seu diretório Web (“public_html”, por exemplo);
2. Mude o dono do arquivo fazer.txt para o usuario do servidor web (no meu caso, é “www-data”; para descobrir se o seu também é, digite “$ cat /etc/passwd | grep www”).
Para mudar o dono do arquivo, digite (no diretorio lpt/):

$ sudo chown nome_de_usuario_do_servidor_web fazer.txt

Se o usuario do servidor web for www-data, como o meu, fica:

$ sudo chown www-data fazer.txt

3. Inicie a execução do daemon com o comando (no diretório “lpt”):

$ sudo ./daemon

4. Se quiser deixar o daemon rodando em ‘background’, digite o comando e mais o
&, como abaixo:

$ sudo ./daemon &

5. E pronto! Acesse depois a página e boa sorte!

Qualquer problema entre em contato!!!

Jéter Vaz – jetervaz (a) gmail.com
https://jetervaz.wordpress.com

 

Baixe o LTP Web Controller aqui (clique com o botão direito e vá em “Salvar link como”): lpt.tar.gz

Duvídas? Fique à vontade para usar os comentários para questionamentos, tentarei responder assim que possível.

AVISO! Se você decidir montar esse projeto, FAÇA POR SUA PRÓPRIA CONTA E RISCO! Tenha responsabilidade de ter alguma noção do que está fazendo, e mentalize que esse sistema é completamente inseguro e apenas tem finalidade didática.