Medo de saber

Às vezes dá medo o conhecimento. Conhecimento, eu entendo, é poder. É uma forma de poder, bastante poderosa. Foucault, o filósofo francês, fez uma abordagem genial a respeito da relação entre saber e o poder. Já o filósofo Ben Parker, tio do Homem-Aranha, disse a frase: “with great power comes great responsability” (“com grande poder vem grande responsabilidade”). O conhecimento me dá medo. O medo do saber. O medo do poder. Ou talvez seja temor. O temor da responsabilidade. O temor de abordar as grandes questões da humanidade. O temor de entender tudo errado.

Como não seria interessante, de repente, viver aquela vida simples dos tempos de outrora, no campo e lavoura, sem ter muito a pensar nas tais “grandes questões da humanidade”?… Mas o temor é uma boa coisa. Mais uma vez recorrendo ao meu ‘backrgound’ cinefílico, creio que do rei Arthur essa frase, para seu leal cavaleiro Lancelot: “a man who fears nothing is a man who loves nothing” (“um homem que não teme nada é um homem que não ama nada”). Temo porque amo. Esse temor me torna ponderado. Me torna escravo da mais poderosa ferramenta para unir, restaurar, e conciliar: o amor.

“Para o triunfo do mal só é preciso que os bons homens não façam nada.” Edmund Burke

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