Arquivos Mensais: fevereiro \13\UTC 2012

Confissões e conclusões

A cada dia Deus me proporciona oportunidades de superar um preconceito, de reconhecer um erro, de melhorar uma atitude. Muitas vezes eu as deixo passar por não notá-las, outras eu não sou capaz de assimilar. Mas o pior, é quando eu deliberadamente as ignoro para alimentar minha própria carne com meu pecado.
Por submeter-me à influência do mundo em que vivo, na ânsia de tornar-me um sábio-segundo-o-mundo, de receber reconhecimento, emiti julgamentos, formei opiniões, e classifiquei pessoas. Ao executar essas tarefas, no entanto, não tive o cuidado de preocupar-me em fazer o que era certo aos olhos de Deus, mas apenas me importei com a consequência que eu teria no aspecto terreno. Assim, enganei alguns, trapaceei outros, e iludi a mim mesmo. Mas foram enganos, trapaças e ilusões tão sutis que às vezes nem mesmo eu consigo distingui-las de entre as minhas atitudes verdadeiras. Talvez eu deveria dizer distinguir as verdadeiras dentre aquelas…
Enfim, isso foi tão intenso e durou tanto tempo que ainda hoje me resta muita confusão. A tal “brainstorm” tá acontecendo na minha cabeça a todo instante… e uma senhora “storm”! Deus me deu amigos que são dotados de uma grande paciência… e tem por mim um carinho que por certo é muito resiliente, pois se assim não fora eu já estava sozinho. E é um carinho grande realmente, que eu mesmo não entendo. Tanto que sinto-me às vezes indigno dessas amizades e acabo por voluntariamente me afastar, sem esperar o julgamento deles. E esse… é um dos maiores preconceitos que Deus tem trabalhado na minha vida: os amigos que ele me deu são muito mais capazes de amar do que eu sou, e também mais do que eu sou capaz de admitir que eles sejam.
Estou contente que Deus tem me permitido ver tantos e tantos erros meus, e a origem da maior parte deles. E nisso vejo que tenho o remédio para isso há um bom tempo, só esqueço de usá-lo. Como sempre esquecia de usar os remédios que o médico prescrevia: tomava sempre atrasado, fora dos horários, ficava vezes sem tomar… O remédio que recebi está em Provérbio 3.5-7, e como fazia com os remédios do médico também faço com este: esqueço de tomá-lo, se o faço sou tardio, e muitas vezes o negligencio. E nem sempre quando tomo permito que faça efeito em mim: muitas vezes simplesmente cumpro o ritual de tomá-lo, porque junto com ele engulo tanta porcaria que sufoca o remédio que me faria tão bem.

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O Arroto

O único blog de onde não excluí postagem alguma: http://oarroto.wordpress.com, blog que criei em parceria com meu cunhado Carlos P. do Prado. AMIGO! =)

RESGATANDO A ESCRITA…

Tenho sentido vontade de escrever ultimamente, mas claro que jamais escreverei como escrevia antes. Talvez tenha evoluído um pouco, talvez tenha desandado totalmente. Não sei. O caso é que tenho sentido vontade de escrever. E a frase velha que sempre me vem a mente na hora de começar quando estou a fim e não sei o que escrever é algo do tipo “vejo-me frente a uma folha em branco com uma caneta na mão” ou “vejo-me com uma página em branco aberta na tela de meu notebook sem ter a mínima ideia do que escrever”, sendo que se tem uma ideia de escrever sobre a ideia de escrever. Pois é, diz que agora ideia não tem mais acento…

Eu ando rápido demais
para o tempo da uma vida.
Passaram-se apenas uns anos,
e meu tacômetro aos milhares
marcou léguas, tréguas e ilhas.
Léguas que andei correndo,
Tréguas que andei em calma,
E ilhas em que sofrendo
Fiquei, procurando a alma.

Por muitas vezes julguei
Entender o que fazia.
Corria, lutava e ditava
Minhas normas para o mundo.
Mas satisfação não achava,
a não ser quando confiava,
em Deus, e somente nEle.
Minha maior enfermidade
é descuidar da Verdade,
buscando justificar-me
pela minha inteligência.
E isso é pura insistência
em querer pecar sem castigo.
Sem medula me ficam os ossos,
e ataca-me a dor de umbigo.

Por vezes ainda julgo
entender o que estou fazendo.
Mas sei que estou sempre errado,
quando isso está acontecendo.
É só quando não sei mais nada,
e desisto de qualquer fachada
que passo a viver pela Graça
tão maravilhosa que salva
um pecador como eu.
E, assim, por Cristo encontrado
sou um pecador perdoado
e não dependo de mim.

Eu não sei, sinceramente,
como concluir o que escrevo.
Mudei de estilo e de assunto,
juntei o espinafre e o presunto,
nem sei se publicar eu devo.
Mas como nunca sei de nada,
“sei lá”, direi eu a mim mesmo,
e publicarei estes versos.
Se muito os pensei ou a esmo
os escrevi, quem me julga?
Muito mais me incomoda a pulga
do cusco do meu vizinho.
Já dizia o Mário Quintana:
“Eles passarão… eu passarinho!”