À Edna Dandara.
Menininha, quando corres,
Pra abrir-me o portão,
Dentro de mim já palpita
Bem mais forte o coração.
Meus versinhos engrenados
Parecem repetição,
Versos velhos, copiados,
Coisa sem inspiração.
Mas isso é porque sou tosco
E não sei me interpretar
essa tarefa, você sabe,
é você quem melhor faz.
Meus versinhos incompletos
Que jamais acabarão…
Porque sempre que te vejo
Tenho mais inspiração.
Queira Deus que nunca acabe
Essa nossa relação (GLUP!)
Me desculpe a palavra!
Boa foi a intenção…
Sei que vês para além dela
porque vês meu coração
que, sendo meu, era perdido,
mas, de cansaço exaurido,
se tornou teu conhecido,
e fizeste usucapião!