Sobre Jeter

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Primeiros versos engrenados

À Edna Dandara.

Menininha, quando corres,
Pra abrir-me o portão,
Dentro de mim já palpita
Bem mais forte o coração.
Meus versinhos engrenados
Parecem repetição,
Versos velhos, copiados,
Coisa sem inspiração.
Mas isso é porque sou tosco
E não sei me interpretar
essa tarefa, você sabe,
é você quem melhor faz.
Meus versinhos incompletos
Que jamais acabarão…
Porque sempre que te vejo
Tenho mais inspiração.
Queira Deus que nunca acabe
Essa nossa relação (GLUP!)
Me desculpe a palavra!
Boa foi a intenção…
Sei que vês para além dela
porque vês meu coração
que, sendo meu, era perdido,
mas, de cansaço exaurido,
se tornou teu conhecido,
e fizeste usucapião!

Loucura a mais…

Perdoem o meu palavreado.
Estou por aqui, sei que errado,
Mas não posso andar ao contrário,
Avesso a meu vocabulário.
Suportar meu passo é apertado.
Sofrendo-me eu mesmo me enfado!
Não gosto de ter-me por perto.
Mas algo eu tenho por certo:
que disso não sou, só, o culpado.
Por isso, lhe peço, me escute.
Se meu entender não me ilude,
consigo deixar-me explicado.

Como por aí dizem: “É FATO:”
Nem mesmo nascer eu devia,
Meu ser natural é um chato.
Eu vim, de metido, gaiato
Mas não sabia o que fazia.
Não era esperado, querido, planeado.
Nasci por um erro: errado!

Tentei ser especialidade,
Mas, contra a minha vontade,
Agiu-se em perverso segredo:
Tornei-me mais um entre os outros.
E, aqui, nada foi diferente,
Quando, como tais, eu parti.
De mim, só ficou, como sempre,
Memórias de nossa amizade
E, quando lhes der liberdade,
Lhe irão recordar que existi.

As coisas são tristes assim…

Enfim!
Você tem razão.
Entrego meus pontos, meus versos,
Jamais poderei explicar-me.
Desisto, de vez, dessa uma
Loucura que somei às outras:
Escrever versinhos na lua,
em vez de lavar minhas louças!!!

Quero ser de Deus

Quero, Senhor, que me uses
Quero, Senhor, consagrar-me
Quero que queiras usar-me
Quero dedicar-me a Ti.
Mas não entendo o que queres
Não sei por onde iniciar
E fico parado esperando, esperando…
E as minhas fraquezas me tomam.

Quero me tornar um forte
Um bravo na causa de Cristo
Sem me importar mais comigo
Que com a causa de Deus.
Quero erguer teu pendão
Aquele pendão real
E “com valor, sem temor
Por Cristo pronto a sofrer”,
cumprir o que queres de mim.

Não tenho forças,
Não tenho nada,
Não posso nada,
Eu preciso tanto, tanto, de tua Graça!
Senhor, me queira,
Faça tudo em mim!
E quando gloriar-me, quero gloriar-me
Somente em Ti.
Senhor, me tira
Tudo o que não é Teu
E seja minha vida feliz,
Feliz, simplesmente por ser de Deus.

Estar caindo… (13Fev2010)

Você sabe quando se sonha
que a gente está caindo?
Não sei se estou sonhando
Mas que estou caindo sinto.(1)
E já faz muito tempo
que estou desacordado.
Estou à mercê do vento
Nesse meu sonho malvado.
Estou caindo, caindo…
quando é que chega o chão?
Por perto não há ninguém…
Nem minha voz ecoa além!!!
Que fazer? Que solidão!
Haveria pior castigo
Que ficar a sós comigo
Aqui nessa escuridão?
Quero um fim pra esse absurdo
Nem que seja o “baque” surdo
Que me leve desse mundão!
Estou caindo, caindo…
Quando é que chega o chão?

(1) N. do A. => coisa horrível.. rsrs

Pecado…

Às vezes parece que eu QUERO pecar. Não o fazer o que é errado. Mas PECAR mesmo. Tanto falamos sobre o pecado. Mas o que é o PECADO? PECAR? É uma palavra que às vezes torna-se tão costumeira e usual, tanto quanto aquilo que ela significa. De tão corriqueira que se torna essa palavra, não nos damos conta da força do sentido dela. Essa é uma palavra FORTE. Sim, e com essa palavra forte define-se aquilo que fazemos quando, fazendo o mal, desobedecemos a Deus. Quando fazemos isso, PECAMOS contra DEUS. Quantos avisos tivemos? Fomos nós insensíveis às recomendações do Espírito? Roma não caiu em um dia.

“Cuidado, olhinho o que vê..
Cuidado, boquinha o que fala..
Cuidado, pezinho onde pisa..
Cuidado, ouvido o que ouve..
O Salvador, do Céu, está olhando pra você!”