A cada dia Deus me proporciona oportunidades de superar um preconceito, de reconhecer um erro, de melhorar uma atitude. Muitas vezes eu as deixo passar por não notá-las, outras eu não sou capaz de assimilar. Mas o pior, é quando eu deliberadamente as ignoro para alimentar minha própria carne com meu pecado.
Por submeter-me à influência do mundo em que vivo, na ânsia de tornar-me um sábio-segundo-o-mundo, de receber reconhecimento, emiti julgamentos, formei opiniões, e classifiquei pessoas. Ao executar essas tarefas, no entanto, não tive o cuidado de preocupar-me em fazer o que era certo aos olhos de Deus, mas apenas me importei com a consequência que eu teria no aspecto terreno. Assim, enganei alguns, trapaceei outros, e iludi a mim mesmo. Mas foram enganos, trapaças e ilusões tão sutis que às vezes nem mesmo eu consigo distingui-las de entre as minhas atitudes verdadeiras. Talvez eu deveria dizer distinguir as verdadeiras dentre aquelas…
Enfim, isso foi tão intenso e durou tanto tempo que ainda hoje me resta muita confusão. A tal “brainstorm” tá acontecendo na minha cabeça a todo instante… e uma senhora “storm”! Deus me deu amigos que são dotados de uma grande paciência… e tem por mim um carinho que por certo é muito resiliente, pois se assim não fora eu já estava sozinho. E é um carinho grande realmente, que eu mesmo não entendo. Tanto que sinto-me às vezes indigno dessas amizades e acabo por voluntariamente me afastar, sem esperar o julgamento deles. E esse… é um dos maiores preconceitos que Deus tem trabalhado na minha vida: os amigos que ele me deu são muito mais capazes de amar do que eu sou, e também mais do que eu sou capaz de admitir que eles sejam.
Estou contente que Deus tem me permitido ver tantos e tantos erros meus, e a origem da maior parte deles. E nisso vejo que tenho o remédio para isso há um bom tempo, só esqueço de usá-lo. Como sempre esquecia de usar os remédios que o médico prescrevia: tomava sempre atrasado, fora dos horários, ficava vezes sem tomar… O remédio que recebi está em Provérbio 3.5-7, e como fazia com os remédios do médico também faço com este: esqueço de tomá-lo, se o faço sou tardio, e muitas vezes o negligencio. E nem sempre quando tomo permito que faça efeito em mim: muitas vezes simplesmente cumpro o ritual de tomá-lo, porque junto com ele engulo tanta porcaria que sufoca o remédio que me faria tão bem.
pois é, meu nego. fiquei pensando no que tu escreveu…
), ir no médico cuidar do pé… hueahea!
isso se chama humanidade.
é coisa inerente do ser humano.
o bicho só quer o que traz gratificação imediata, e nunca quer lidar com o que aborrece agora mas vai trazer benefícios no futuro.
e aí ninguém quer guardar dinheiro, pagar previdência, estudar direito, comer saudável, fazer exercício físico (oi, tudo bom?
fora as outras substâncias que tão aí pra avacalhar ainda mais com as nossas tentativazinhas de auto-controle….
no fim, acho que quando a gente prima por honestidade, se dá conta que todo mundo é humano, e todo mundo tem as suas falhas.
se permitir errar de vez em quando, faz parte da própria honestidade.
sacar que ninguém é perfeito, e que a gente nunca vai ser.
falô, bródi!
e vai convidá pra um mate quem quer que seja!
A nossa chance é agora. É pra errar, é pra entender, é pra aprender. (e se alegrar!)